quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Boicote o Natal, contra o consumismo compulsivo!



O capitalismo tem como uma das suas bases de exploração e opressão a imposição do consumismo sem peias, alimentado por uma estrutura de propaganda nos moldes fascistas e nazistas. Introjetam diáriamente uma falsa necessidade de usar coisas superfluas, das quais se não usamos, ficamos infelizes e ansiosos para te-las o mais rápido possível.
Não há ou não havia limites para este modelo de consumismo desenfreado, mas como tudo tem um fim, o consumismo compulsivo pregado pelo capitalismo chegou no limite, o planeta já não tem como absorver tanto lixo produzido e agora precisa rever sua própria estrutura. A base fundamental do capitalismo, que o reproduz está em crise e temos que contribuir que não saia dessa crise, levando a um colapso de produção e distribuição. Nossa classe deve se organizar para assumir e apresentar uma nova forma de produção e distribuição em que sustente ao mesmo tempo todos que precisam e produzem, e manter o planeta vivo!
Muitos querem fazer uma revolução, mas revoluções precisam de um começo, porque não boicotando o natal, não consumindo da forma que pregam aos quatro ventos as propagandas.
Aqueles que buscam na data um significado religiosos, deveriam questionar suas igrejas, padres e pastores porque não compartilham suas riquezas, afinal a proposta fundamental neste período é compartilhar, não só os sentimentos, mas as riquezas materiais, que ajudariam milhões de almas na terra!
O Vaticano está podre de riqueza, temos aqui várias seitas evangélicas nadando de braçada em milhões de reais, isso enquanto seus fieis estão iludidos, entregando sua parcas economias à promessas vazias e incertas!
Mas tudo, bem cada um com a sua, mas não oprimam, não explorem a ignorãncia e esperança de muitos, condenando-os a trabalharem como seus escravos na terra, para uma suposta redenção em algum lugar abstrato.
E depois, nós é que somos utópicos!!!! Enquanto esperam Deus salvar, porque não redimir os problemas sociais com uma revolução? Para um suposto Deus, isso seria louvável!
Então reflita, não contribua para as fraudes natalinas, não alimente o consumismo compulsivo e nem religiões farsantes!
Nada temos a perder, a não ser nossas algemas!!!

Texto extraído da página Web do Sindicato de Artes e Ofícios Vários de Campinas

sábado, 27 de setembro de 2008

Eleições, representatividade e outras enganações


por ORGANIZAÇÃO RESISTÊNCIA LIBERTÁRIA (ORL)

Exatamente no momento em que o capitalismo arrasta a humanidade para
impasses cada vez mais profundos e à medida que a dinâmica da economia
mundial reduz cada vez mais as margens de atuação dos Estados nacionais,
tornando-os a cada dia mais impotentes para conter o aumento da miséria e
das desigualdades sociais, minando assim as bases de sua legitimidade, a
esquerda, assim como a direita, nos oferecem mais uma vez o mito das
eleições e da democracia representativa como remédio para todos os males.
Em vez de um chamado à luta contra a sociedade do capital, nos convocam,
em coro afinadíssimo, a renovarmos nossa fé nos políticos, no Estado e no
próprio capitalismo.

Nada mais natural do que isso, e seria absurdo esperar o contrário. Afinal
de contas, pese às diferenças que ainda possam existir entre direita e
esquerda (e elas são cada vez menores e menos perceptíveis!), ambas
colocam-se num mesmo círculo de fogo que limita suas disputas ao controle
do Estado burguês e à conseqüente e inevitável defesa da ordem
capitalista.

AS ELEIÇÕES E A MISTIFICAÇÃO DO ESTADO

As eleições, ainda que sejam apresentadas como o ápice, e muito comumente
como a única forma de participação política nas sociedades de capitalismo
democrático, são na verdade uma mistificação conservadora e uma forma de
alienação política, visto que tratam sempre de uma transferência de poder
para outros e do abandono da luta direta contra o capital em nome de
medidas reformistas e democratizadoras, hoje cada vez mais difíceis de
serem realizadas.

Durante mais de um século, as esquerdas, tanto quanto a direita, prestaram
ao capital o precioso serviço de mistificar o papel do Estado e ajudaram a
disciplinar e circunscrever as lutas no interior da sociedade capitalista
aos limites da institucionalidade burguesa.

A direita cretina sempre mistificou o papel do Estado, porque afinal de
contas ela é naturalmente uma defensora ardorosa da barbárie capitalista,
e por isso, sempre se serviu do Estado para defender a ordem e os
interesses da classe dominante. Já a esquerda reformista (e também a
bolchevique!), também mistifica o Estado na medida em que o considera como
um instrumento, que tanto pode ser colocado a serviço da burguesia como da
classe trabalhadora, dependendo de quem o controla. É nessa visão
instrumental que ela vai buscar justificativa e legitimidade para seu
projeto político de controle do aparelho estatal. A mistificação, neste
caso, consiste em abstrair o Estado da rede de relações sociais
capitalistas da qual é parte e apresentá-lo como um ente autônomo em
relação ao capital. Dessa forma, o Estado é apresentado de forma
invertida: de agente ativo do processo de dominação capitalista e defensor
dos interesses da classe dominante, ele aparece como principal agente de
mudança e defensor dos interesses da classe trabalhadora.

A própria realidade da economia capitalista atual se encarrega de
desmentir essa mistificação, visto que hoje ela possui uma capacidade
inigualável de se impor aos Estados nacionais, reduzindo cada vez mais
suas margens de autonomia para definir até mesmo suas prioridades de
investimento. Estes se direcionam cada vez mais para atender o setor
privado, ao passo que diminuem no setor público, degradando cada vez mais
os serviços públicos fundamentais como saneamento, saúde, educação,
previdência, etc. Mesmo os Estados mais poderosos tiveram que adaptar-se
aos imperativos do capital mundializado, de forma a muni-lo de condições
favoráveis de lucratividade, encarregando-se de providenciar-lhe recursos
e meios institucionais que lhe garantam apropriar-se destrutivamente dos
recursos naturais e arrancar sem dó o couro de uma força-de-trabalho cada
vez mais fragilizada e em condições de super-exploração.

Por outro lado, é exatamente porque o capitalismo provoca um aumento da
exploração e das desigualdades, que ele também provoca incessantemente a
necessidade de conflitos sociais. Como não pode fazer um uso generalizado
da violência, e ao mesmo tempo precisa resguardar o domínio do capital e
da classe dominante contra ataques ameaçadores, o Estado é obrigado a
recorrer constantemente a mecanismos institucionais de arregimentação e
disciplinamento das lutas.

Trata-se sempre de tentar circunscrever as lutas aos limites da
institucionalidade e as disputas políticas internas ao sistema
representativo burguês (eleições, disputas entre esquerda e direita, etc.)
como forma de desviá-las do combate direto contra os poderes econômicos e
estatais. Não foi por outro motivo que a sociedade de mercado convenceu-se
já faz tempo que pode conviver tranquilamente com a democracia
representativa, com eleições livres e com governos de esquerda, fazendo
disso poderosos elementos de pacificação social.
A MENTIRA DA REPRESENTAÇÃO
O governo representativo não é o governo do povo e a democracia burguesa
não é um instrumento de participação direta e de controle efetivo da
maioria sobre a sociedade. Ela é, pelo contrário, uma garantia de que essa
participação e esse controle não se tornem possíveis. A idéia de que o
eleitor decide os rumos da sociedade por meio do voto é uma mentira
descarada, que a vida real desmente o tempo inteiro e que serve apenas
para mascarar as brutais desigualdades de acesso e exercício efetivo do
poder político existentes na sociedade, decorrentes das diferenças de
poder econômico.

A verdade é que cotidianamente “o cidadão comum”, o mesmo que é bajulado e
acariciado nas campanhas eleitorais como soberano e senhor dos rumos da
sociedade, é distanciado dos processos de decisão política na esfera do
Estado, que no geral são tomadas sem o seu conhecimento e à revelia dos
seus interesses e das suas necessidades concretas. Além disso, “a mão que
afaga, é a mesma que apedreja”: toda vez que se organiza para conquistar
seus interesses por meio de sua própria luta, ele é obrigado a enfrentar a
violência da polícia e da justiça do Estado. Apenas um minuto depois de
votar o eleitor volta a ser o escravo de sempre, entregue às suas misérias
cotidianas, explorado, humilhado, visto com desprezo e chicoteado pelo
patrão, pela polícia e pelos carrascos que ele próprio elegeu.

As eleições revelam-se assim apenas um jogo sujo, no qual se simula a
busca do bem-comum e o atendimento das demandas e necessidades dos mais
pobres. O que se esconde, e cada vez pior, por trás do cinismo e da
canalhice das propagandas eleitorais, é a disputa pela obtenção de
privilégios materiais e políticos por meio da conquista de cargos no
Estado e da rapina dos recursos públicos para atender a interesses
particulares de parlamentares, dos partidos e frações de classe dos quais
fazem parte, e ao fim e ao cabo, voluntariamente ou não, garantir a
continuação de um sistema social desumano e injusto.

A representatividade é uma grande mentira, na medida em que a garantia de
direitos políticos formais é incapaz de garantir até mesmo a satisfação
das necessidades mais elementares de um número crescente de pessoas. A
sociedade capitalista zomba dessa legião de famélicos miseráveis que se
multiplicam como coelhos pelos campos e cidades do Brasil e do mundo. Eles
não possuem poder para decidir sequer se irão comer, se poderão cuidar da
saúde ou se terão um teto para morar. Esta é a grande barbárie que os
sistemas representativos se propõem ocultar e perpetuar.

A CRISE DA ESQUERDA

A crise da esquerda brasileira não é simplesmente um resultado do
descrédito provocado pelos escândalos do PT e do governo. Na verdade, o
que os petistas tornaram evidente foram os limites e o fracasso do próprio
projeto político da esquerda de privilegiar a via eleitoral e a conquista
do Estado. Em primeiro lugar, por que sua legitimidade é minada pela
própria crise do Estado, que não pode ser usado para promover políticas
reformistas de impacto e nem reverter o avanço da degradação das condições
de vida. Ela só pode governar em conformidade com as regras e os limites
institucionais de um Estado totalmente inserido e entregue aos ditames da
economia mundial, que ela pode até criticar enquanto ainda não é governo,
mas que querendo ela ou não, é obrigada a defender quando governa. Ao fim
e ao cabo, esta acaba sendo a principal condição de sua governabilidade.
Seu governo torna-se algo assim como um violino: a gente segura com a
esquerda e toca com a direita!

Em segundo lugar, por que as próprias disputas eleitorais obrigam os
partidos a afastar-se cada vez mais de suas aspirações programáticas de
cunho socialista (os que ainda possuem alguma!). Ainda que sigam mantendo
um discurso folheado por uma dourada retórica da ética e do socialismo,
seu “radicalismo” acaba sendo proporcional ao seu crescimento eleitoral e
político. Se quiserem disputar e ganhar eleições, precisam fazer
concessões à mentalidade paternalista e clientelista que são a marca
registrada das eleições no Brasil, visto que somente uma minoria vota por
concepções ideológicas ou baseada em identificações de classe. Além disso,
se não quiserem condenar-se à insignificância eleitoral dos pequenos
partidos, sem estrutura e sem recursos, os que querem ganhar eleições
precisam amarrar alianças oportunistas e recorrer a fontes de
financiamento capitalistas. Exemplo disso é a candidatura de Luciana Genro
(PSOL) à prefeitura de Porto Alegre, que recebeu 100 R$ mil reais da
Gerdau, o equivalente a 15% da verba prevista de campanha, que é de 700 R$
mil. A direção municipal do partido confirma e justifica: “É lógico que
seria muito melhor se os trabalhadores tivessem recursos para garantir o
financiamento de nossa campanha a partir de suas decisões soberanas. Mas
esta não é a realidade hoje. A opção de não aceitar recursos empresariais
em nenhuma hipótese, neste quadro, seria a de não realizar a campanha com
força de massas e com capacidade de disputa”. Interessante notar que,
contraditoriamente, a candidatura à prefeitura de Fortaleza pela Frente de
Esquerda Socialista (PSOL/PSTU), cujo candidato é Renato Roseno,
orgulha-se de dizer na sua propaganda política que não aceita receber
dinheiro de empresas, apenas de indivíduos. Posição que apenas o condena a
continuar eleitoralmente inexpressivo! São as regras do jogo...

A esquerda eleitoreira não tem como escapar da armadilha e precisa
legitimar o processo viciado das eleições, afinal de contas, é disso que
dependem os cargos, as contas do partido, os altos salários dos
parlamentares e assessores, os privilégios e posições de poder das
lideranças e burocratas partidários e até a ascensão social de uma parte
da militância. De meio, o partido passa a ser um fim em si mesmo, que
passa a viver da política e do Estado. Aquilo que ainda existe de luta é
substituída pelas disputas por cargos e pelo recolhimento às tarefas
administrativas e burocráticas, a utopia cede lugar ao realismo político e
a independência de classe às alianças oportunistas e à dependência
financeira, e, por fim, de atiradora de pedras ela passa a protetora das
vidraças.

AUTONOMIA, AÇÃO DIRETA E AUTO-ORGANIZAÇÃO ANTICAPITALISTA

A construção de resistências anticapitalistas exige desde já o abandono
das ilusões em torno dos que ainda advogam uma convivência pacífica entre
as classes e a idéia de que é possível humanizar e administrar o
capitalismo por meio do Estado e de políticas reformistas. Ao rejeitarmos
o capital, o Estado e sua democracia representativa, propomos como
alternativa a autonomia, a ação direta e a auto-organização das lutas
anticapitalistas. Defendemos o desenvolvimento de movimentos e lutas
sociais que sejam combativos e façam o uso mais amplo possível da
autonomia e da ação direta, ou seja, da capacidade de definirem seus
próprios objetivos, métodos de organização e de luta de forma
independente, sem submeter-se a qualquer partido político, governo,
empresa, etc. Ao contrário da representatividade, que consiste em
transferir a iniciativa e o poder para outros, na ação direta o que se
busca é a restituição da capacidade de decisão e ação que nos é alienada,
evitando assim que interesses contrários se sobreponham aos nossos.

É na luta que se aprende a lutar! Ela é uma ferramenta pedagógica que
impulsiona a reapropriação do poder de agir e decidir sobre nossos
próprios destinos, restabelecendo laços de apoio mútuo e de solidariedade
essenciais entre os protagonistas de um novo devir. Por isso, acreditamos
que os movimentos sociais e demais organizações populares devem buscar
formas de tomadas de decisão baseadas na democracia direta e na
auto-organização, decidindo seus rumos em assembléias horizontais com
participação igualitária e não-hierárquica, a partir dos locais de
moradia, trabalho, atividade cultural e estudo.

Por esses motivos, a Organização Resistência Libertária não se propõe a
funcionar para si mesma, mas a ser um instrumento inserido nas lutas
populares e nos movimentos sociais. Nossa inserção nestas lutas não visa
de forma alguma dirigi-las ou submetê-las a nossos próprios interesses,
mas contribuir para impulsioná-las, estimulando a autonomia, a
combatividade, a ação direta e a democracia direta, contribuindo para que
estas lutas ultrapassem as reivindicações imediatas, e assumam um caráter
revolucionário e de afirmação da necessidade de superação da sociedade
capitalista.

Vote nulo ou não vote!
Contra a farsa da eleição, autonomia e auto-organização!
Setembro de 2008

* Caixa Postal: 12155 Fortaleza - Ceará
* e-mail: resistencialibertaria(a)riseup.net

http://www.anarkismo.net

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nas Próximas Eleições Regionais Não Votes


PORQUE OS ANARQUISTAS NÃO VOTAM

TUDO o que pode ser dito a respeito do sufrágio (voto) pode ser resumido em uma frase: Votar significa abrir mão do próprio poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade. Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos "acima" de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas. Votar é uma idiotice.

É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar. Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário.

O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade. Nas assembléias acaba sempre prevalecendo à vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média. Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade. Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa.

Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor. Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o rei em sua ante-sala na corte! A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis.

Por isso, não abandone sua liberdade. Não vote! Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade. Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia...

Não Vote!!!

Élisée Reclus

domingo, 31 de agosto de 2008

A Natureza Desprezada



O homem já não ama a natureza: proprietário, vende-a, aluga-a, divide-a por acções, prostitua-a, trafica-a, torna-a objecto de especulações; cultivador, atormenta-a, viola-a, esgota-a, sacrifica-a à sua impaciente cupidez, nunca se une a ela" Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865)

Para saber mais sobre este filósofo, grande teórico do anarquismo, consulte os seguintes links:

ANOVIS ANOPHELIS

Pierre-Joseph Proudhon

domingo, 20 de julho de 2008

Pedro da Silveira (1922-2003)



Pedro Laureano Mendonça da Silveira (Fajã Grande, 5 de Setembro de 1922 — Lisboa, 2003), mais conhecido por Pedro da Silveira, foi um poeta, crítico literário e investigador, com vasta colaboração dispersa em periódicos e revistas. Fez parte do conselho de redacção da revista Seara Nova (até 1974) e é autor de várias obras de poesia e de recensão literária, estreando-se com o livro A Ilha e o Mundo (1953). É autor de duas antologias de poetas açorianos, a primeira das quais com um prefácio em que autonomiza a literatura deste arquipélago em relação a todas as outras literaturas de expressão lusófona. Integrou a comissão de gestão Biblioteca Nacional de Lisboa, da qual se aposentou como director dos Serviços de Investigação e de Actividades Culturais.
(extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Laureano_Mendon%C3%A7a_da_Silveira)

“Aos dezanove anos estava em Angra do Heroísmo, estudando e participando na vida cultural da cidade, sem descurar conhecer o que havia para lá das ilhas. Em entrevista ao suplemento «Quarto Crescente» (1987), Pedro da Silveira refere a forma como pretendeu construir a sua personalidade, quer como cidadão quer como escritor. Disse: «Havia na cidade, pelo menos em certos meios, um culto muito fiel por Jaime Brasil e por Aurélio Quintanilha, ambos terceirenses e ambos anarco-sindicalistas. Para aí me inclinei e ainda agora, se alguma ideologia política é capaz de me dizer alguma coisa, essa é o socialismo acrata ou anarquismo.”
(extraído de http://triplov.org/boletimnch/boletimnch_2004/alamo_oliveira.htm)

“Paralelamente, uma formação ideológica segura, também ela nascida de modo heterodoxo, selada ainda na sua adolescência nas Flores, onde conheceu alguns exilados políticos, que, confessa ele, lhe revelaram quem era Salazar e ao que vinha. Com eles primeiro, com um grupo anarquista em Angra depois, consolidaram-se os princípios essenciais que o acompanhariam por toda a vida, como havia de confessar já no fim, ao revelar a sua inclinação política numa célebre entrevista concedida ao jornalista terceirense Joel Neto, publicada na Focus (2001).
Foi pois em Angra, no “Núcleo da Juventude Anarco-Sindicalista, impulsionado pelo regicida Alfredo Costa”, que consolidou os seus dois inimigos: Lenine e Salazar.”
(extraído de http://www.nch.pt/biblioteca-virtual/bol-nch15/n15-4.html)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

EMMA GOLDMAN



Quem foi?

Emma Goldman (27 de Junho, 1869 – 14 de Maio, 1940) foi uma anarquista de origem lituana que ficou conhecida pelos seus textos e discursos feministas e pelos seus testemunhos acerca da Revolução Russa. Após emigrar para os Estados Unidos em 1886, é expulsa em 1919 em razão da sua intensa atividade política. Volta então para a Rússia, mas volta a abandonar o país por discordar do rumo autoritário tomado pelo governo bolchevique. Viveu em vários países, participou da guerra civil espanhola e veio a falecer no Canadá. Emma Goldman é, até hoje, a anarquista mais famosa da história dos Estados Unidos, país no qual viveu a maior parte de sua vida, mesmo se comparada com os homens anarquistas.

É dela a famosa frase: "Se não posso dançar, não é minha revolução", que define de maneira simples a idéia anarquista de liberdade. Para saber mais clique aqui.

Curiosidade

O livro de Clara Queirós é dedicado à açoriana "Maria da Luz Medeiros, que nasceu na Lomba de Santa Bárbara, São Miguel, Açores, numa família rural, pobre e de emigrantes."

Para saber mais:

http://radioladf.radiolivre.org/?q=node/214


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752007000200007&lng=pt&nrm=iso

sábado, 14 de junho de 2008

Os Anarquistas

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A Educação Libertária segundo o Açoriano Aurélio Quintanilha



Apesenta-se abaixo o resumo da tese de Amélia Gomes sobre o pensamento do libertário açoriano Aurélio Quintanilha, que nasceu na freguesia de Santa Luzia de Angra, ilha Terceira, a 24 de Abril de 1892 e morreu em Lisboa em 1987, com 95 anos.


"Esta tese incide sobre Aurélio Quintanilha, um dos muitos cientistas e investigadores portugueses, cujas ideias educativas e pedagógicas são, praticamente, desconhecidas, na comunidade académica do nosso país. Foi, também, um dos muitos funcionários públicos aposentado, compulsivamente, pelo Governo de Salazar, ao ser considerado opositor aos princípios fundamentais da Constituição Política. Era, na altura, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Pretende esta tese relevar o quão marcante foi o seu trajecto como pedagogo libertário, destacando aquele que foi sempre o seu lema: ser professor. Para isso recorreu-se a pedagogos tidos como autoridades nesta matéria para ajudar a perceber a emergência do ideal libertário durante a segunda metade do século XIX e, por outro lado, reforçar e consolidar a influência anarquista em Aurélio Quintanilha, assim como o seu perfil libertário patente na sua principal obra Educação de Hoje, Educação de Amanhã (1921), analisaram-se alguns modelos educativos que influenciaram, directamente, a sua metodologia, a relação professor – aluno e, principalmente a estrutura e dinâmica de um processo de ensino que apostava numa escola que despoletava as capacidades cognitivas do aluno, reiterando a necessidade, por razões pedagógicas e sociais, duma educação profissional proporcionadora de uma profissão útil. Salienta-se, também, que à educação libertária proposta por Aurélio Quintanilha, não lhe interessava um ensino livresco, de conhecimentos abstractos, mas sim a consecução de um desenvolvimento harmónico de todas as faculdades da criança assim como da sua saúde, e a aquisição de uma liberdade interior que se convertesse para o cidadão numa realidade permanente. Todo este processo de aprendizagem devia ter em conta a actividade pessoal da criança e os seus interesses espontâneos, assim como a formação da consciência moral e da razão prática do estudante, desenvolvendo-se num ambiente onde imperassem os direitos e os deveres cívicos. Isto é, na proposta de uma pedagogia libertária, todos os actos individuais deviam contribuir para o bem estar colectivo, ou seja, deviam harmonizar o ideal de perfeição de cada um com o ideal de perfeição e de bem estar social. Esta tese pretende assim, recorrendo ao pensamento de vários anarquistas, fundamentar o ideário libertário de Aurélio Quintanilha na sua proposta de reforma pedagógica, ensino este que promovia a actividade espontânea da criança, procurando formar cidadãos responsáveis dos seus direitos e deveres."
A tese completa pode ser lida aqui.

1º de Maio- Dia de Luta


domingo, 27 de abril de 2008

1º de Maio Libertário


sábado, 5 de abril de 2008

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