sexta-feira, 30 de julho de 2010

Os anarquistas e as touradas



A Batalha, nº 194, Julho-Agost0 de 2002

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sindicatos e Touradas





Fonte: A Batalha nº 194, Julho- Agosto de 2002

domingo, 11 de julho de 2010

O Jornal Vida Nova (1908-1912) e a Protecção dos Animais




O Jornal Vida Nova, “órgão do operariado micaelense”, publicou-se, em Ponta Delgada, entre 1908 e 1912, tendo como director e proprietário Francisco Soares Silva e como administrador António da Costa Mello.

A protecção dos animais, preocupação a que algumas correntes anarquistas são sensíveis, foi uma das temáticas que foi tratada nas páginas do Vida Nova, através do seu colaborador João H. Anglin.

Dada a actualidade do teor de um texto, do autor mencionado, publicado no número 48 do mencionado jornal, datado de 15 de Agosto de 1910, abaixo transcrevemos um longo excerto:

“Uma das mais manifestas provas da ignorância do nosso povo é a feroz brutalidade que usa com os pobres animais que na maioria dos casos lhe são um valioso auxílio na luta quotidiana pela vida.

Esses repugnantes espectáculos que diariamente se repetem nas ruas desta cidade nada atestam a favor da nossa boa terra, antes a desconceituam aos olhos dos estrangeiros que nos visitam os quais nos terão na conta de brutos a julgar por estas cenas bárbaras de que são vitimas os pobres animais indefesos.

Com isto não queremos dizer que o povo seja mau, porque de há muito está provado que não há homens maus. O que há apenas é a crassa ignorância, por cuja perpétua conservação tanto se empenham os políticos e governantes”.

Ainda no mesmo texto, João H. Anglin fala na necessidade do aparecimento de Sociedades Protectoras de Animais para acabar com todas as atrocidades e refere-se ao facto de alguém já ter tentado criar uma e ao que lhe parece já estarem redigidos os respectivos estatutos.

No número 51 do Vida Nova, de 15 de Outubro de 1910, surge a informação da realização, em breve, sessões para a elaboração e discussão de estatutos para uma Sociedade Protectora de Animais e apresenta António José de Vasconcellos, como a pessoa que iria ser convidada para presidir à instituição.

Naquela altura, 1910, a preocupação principal era para com os animais usados como auxiliares dos homens no seu trabalho, como poderemos deduzir através da leitura de outro excerto do texto do autor referido acima: “…era bom que alguma coisa se fizesse no sentido de melhorar a sorte desses pobres seres que tantos serviços prestam ao homem e que em recompensa recebem forte pancadaria quando porventura se encontram impossibilitados de trabalhar tanto quanto os seus donos exigem”.

Teófilo Braga

São Miguel, 9 de Julho de 2010

Fonte: Terra Livre

domingo, 27 de junho de 2010

Antero de Quental e o Ideal da Revolução Social

«Não é lisonjeando o mau gosto e as péssimas idéias das maiorias, indo atrás delas, tomando por guia a ignorância e a vulgaridade, que se hão de produzir as idéias, as ciências, as crenças, os sentimentos de que a humanidade contemporânea precisa»

Antero de Quental




IDEAL

Aquela, que eu adoro, não é feita
De lírios e nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas,
Da antiga Vênus de cintura estrita...

Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortais entre ruínas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita...

A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...

É como uma miragem, que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do desejo...



O PALÁCIO DA AVENTURA

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura.
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d’ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão – e nada mais!



Nocturno

Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo - triste e lento -
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!




Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18 de abril de 1842 — 11 de setembro de 1891) foi um escritor e poeta de Portugal que teve um papel importante no movimento da Geração de 70.

Nascido na Ilha de São Miguel, Açores, durante a sua vida, Antero de Quental dedicou-se à poesia, à filosofia e à política. Iniciou seus estudos na cidade natal, mudando para Coimbra aos 16 anos, ali estudando Direito e manifestando as primeiras ideias socialistas. Fundou em Coimbra a Sociedade do Raio, que pretendia renovar o país pela literatura, e que se distinguiu pela sua oposição às obsoletas praxes académicas, bem assim pela sua posição anti-cristã, de ultraje em relação a Deus, manifestada nas noites em que ocorrem trovoadas e pela posição sarcástica, resoluta e irreverente de Antero que, numa saudação pública ao príncipe Humberto de Itália, manifesta uma posição claramente anti-monárquica.

Em 1861, publicou seus primeiros sonetos. Quatro anos depois, publicou as Odes Modernas, influenciadas pelo socialismo experimental de Proudhon, enaltecendo a revolução. Nesse mesmo ano iniciou a Questão Coimbrã, em que Antero e outros poetas foram atacados por Antônio Feliciano de Castilho, por instigarem a revolução intelectual. Como resposta, Antero publicou os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto, carta ao Exmo. Sr. Antônio Feliciano de Castilho, e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais.

Ainda em 1866 foi viver em Lisboa, onde experimentou a vida de operário, trabalhando como tipógrafo, profissão que exerceu também em Paris, entre janeiro e fevereiro de 1867.

Em 1868 regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós, Abílio de Guerra Junqueiro e Ramalho Ortigão.

Foi um dos fundadores do Partido Socialista Português. Em 1869, fundou o jornal A República, com Oliveira Martins, e em 1872, juntamente com José Fontana, passou a editar a revista O Pensamento Social.

À república una e indivisível do Contrato Social (de Rousseau) opõe Antero a «república democrática federatica» ( de Proudhon). Os traços da sua consciência anarquista estão patentes no texto em que escreve:

«o mal não está tanto em ser este ou aquele quem nos governe, como no facto de sermos governados»

Ou ainda, quando declara,

«Que importa que o poder saia do seio da nação, se é sempre poder? E a tirania, porque somos nós que a criamos, deixa de pesar menos por isso, de ferir, de rebaixar a nossa dignidade de homens livres? Não é pois na substituição da ditadura de Sila à de Mário, da de Napoleão à de Robespierre, da de Espartero à de Isabel II, que está o segredo das revoluções, mas na extinção total da ditadura, fosse ela a de um santo, da tirania, fosse ela a de um deus. Ora tirania e ditadura é a unidade política, a centralização dos poderes(…)»

Leitor de Proudhon e de outros autores avançados para a época, ele constata em 1865 que o «ateísmo social-anarquia individual - é a fórmula precisa e clara das escolas mais avançadas da França e da Alemanha»

No texto «Democracia», publicado anonimamente no «Almanak para a Democracia Portuguesa» (1870), a democracia é definida como «a igualdade social e económica, tendo por instrumento a liberdade política», o que pressupões «a partilha social, entre todos os membros da sociedade, dos bens materiais, como garantia duma igual distribuição dos bens morais entre todos». A via para a Democracia é revolucionária. E Antero conclui exprimindo um desejo: «Que esta revolução se possa fazer pacificamente é o voto mais íntimo dos nossos corações».


Proclamando num outro texto o seguinte:

«Cuido pois que podemos contar ainda com 5 ou 6 anos de paz-podre, e o que nos cumpre a nós, homens da Ideia, é aproveitarmos este período, para lançarmos as bases do verdadeiro partido republicano-socialista, zurzindo entretanto sem piedade as seitas e tolas e visionárias os declamadores chatos e a corrupção geral. A crítica eis, por ora, qual deve ser a nossa ocupação. Fazer praça, limpar o terreno para a nova seara: a colher, por ora, só vejo joio e ervilhaca.»

Jaime Batalha Reis definiu Antero «como um proudhoniano puro».

Desde 1871, Antero, com José Fontana, Oliveira Martins e Batalha Reis, envolve-se na criação da secção portuguesa da Internacional. Mas confessaria, mais tarde, em carta datada de 1873, que ajudara anteriormente a fundar em Lisboa uma «pequena igreja de trabalhadores ad majorem Revolutionis gloriam»

No nº 1 da revista O Pensamento Social ele diz que a democracia « politicamente é individualista, e põe os direitos individuais como a pedra angular do edifício político. Por isso é federalista e considera o Estado como a associação livremente debatida e livremente formulada das individualidades, em que só reside o direito. Nega a autoridade, como uma força estranha e superior aos indivíduos, e substitui à Lei, que se decreta, o Contrato que s e pactua.»


Em 1880 no jornal O Operário, do Porto, evoca a personalidade de António Pedro Lopes de Mendonça, o precursor socialista, o homem da geração de J.F Henriques Nogueira, Francisco Maria Sousa Brandão e Vieira da Silva, os românticos associativistas do Eco dos Operários, e do Centro Promotor doMelhoramento das Classes Laboriosas.

Na declaração em que aceita ser proposto como candidato do Partido Socialista, ele afirma:

«Burgueses radicais, se a vossa república do capital, assim como a monarquia dos conservadores não é mais do que a monarquia do capital, que temos, nós, Proletariado, que ver com essa estéril questão de forma? É uma questão de família entre os membros da Burguesia, nada mais»

Do seu último escrito socialista, publicado no jornal operário do Porto – O Trabalhador, revista do movimento operário, em Janeiro de 1889 – reafirmava a sua divisa de sempre «a emancipação dos trabalhadores deve ser obra dos próprios trabalhadores», que era o lema da Internacional. Nesse texto, ele defendia que o problema económico e o problema moral condicionam-se mutuamente, e as forças do espírito são as forças sociais por excelência., daí que cite o seu Proudhon quando este escreve: «o mundo só pela moral será libertado e salvo»

Antero foi o autor do opúsculo O que é A Internacional, que saiu nos finais de 1871 onde se destaca a frase de claro recorte anarquista:

«Mas nós, trabalhadores, que assistimos, espectadores enojados, à comédia tristíssima dos governos da burguesia, que sabemos a soma de baixeza, de intriga, de vilania e de corrupção que representam um parlamento, um ministério e um jornal subsidiado, deixemos que passe por nós, na sua dança macabra, toda essa corte dos milagres , que nem ao menos como a outra, tem a franqueza do cinismo, e não nos indignemos com as vaias dos histriões oficiais ou oficiosos, que, em verdade, não o merecem.

A nossa preocupação é outra, e superior à cólera, à indignação, ao desprezo até, deve ser a nossa atitude. Obreiros materiais do presente, obreiros espirituais do futuro, absorvamo-nos no nosso duplo trabalho, convencidos de que, enquanto o nosso pensamento emancipador se não tiver realizado, enquanto a reforma social não for um facto, toda a acção política não representará para nós mais do que dissipação de tempo, dispersão de forças e - o que é pior - auxílio dado aos nossos inimigos, vida emprestada por nós ao organismo fatal que nos suga a nossa substância!

O programa político das classes trabalhadoras, segundo o Socialismo, cifra-se em uma só palavra: abstenção . Deixemos que esse mundo velho se desorganize, apodreça, se esfacele, por si, pelo efeito do vírus interior que o mina. No dia da decomposição final, nós cá estaremos então, com a nossa energia e virtude conservadas puras e vivas longe dos focos de infecção desta sociedade condenada.

A todos os partidos, a todos os governos, e todos os salvadores faremos uma só pergunta: e a reforma social ? Se nos responderem com negativas ou com evasivas, tê-los-emos por inimigos - pouco importa que se chamem monarquia, constitucionalismo, ou república.

Para o povo não há senão uma República: a República Democrática Social. Essa é a dos trabalhadores, é a da Internacional: que só essa seja também a nossa! »



A poesia de Antero de Quental apresenta três faces distintas:

A das experiências juvenis, em que coexistem diversas tendências;
A da poesia militante, empenhada em agir como “voz da revolução”;
E a da poesia de tom metafísico, voltada para a expressão da angustia de quem busca um sentido para a existência.

A oscilação entre uma poesia de combate, dedicada ao elogio da acção e da capacidade humana, e uma poesia intimista, direcionada para a análise de uma individualidade angustiada, parece ter sido constante na obra madura de Antero, abandonando a posição que costumava enxergar uma sequência cronológica de três fases.


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antero_de_Quental
Mais:
www.laicidade.org/documentacao/historia/historia-biografias-antero-quental/
www.artelivre.net/html/literatura/al_literatura_antero_de_quental.htm

Extraído daqui: http://pimentanegra.blogspot.com/2010/06/antero-de-quental-e-o-ideal-da.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O QUE É A INTERNACIONAL ?


Antero de Quental


A Internacional!

Palavra terrível, dizem uns: palavra sublime, respondem outros.

Quem terá razão?

A Internacional é hoje o campeão do movimento socialista. Antes, pois, de explicarmos quais sejam as ideias e a organização desta famosa Associação, convém dizermos duas palavras sobre o Socialismo, cuja bandeira ela ergue com mão robusta no meio das nações.



O SOCIALISMO CONTEMPORÂNEO



O que é Socialismo?

Será um parto monstruoso, filho das paixões, da inveja, do espírito de anarquia? Será uma doutrina extravagante, sem raízes na natureza humana, sem precedentes na história dos povos?

Não! O socialismo, tão antigo como a injustiça e a opressão do pobre pelo rico, do desvalido pelo poderoso, não é mais do que o protesto dos que sofrem, contra a organização viciosa que os faz sofrer. E a reclamação da justiça e da igualdade nas relações dos homens; dos homens que a natureza criou livres e iguais, e de que a organização social fez como que duas raças inimigas, uma que manda, goza e oprime, outra que obedece, trabalha e sofre: dum lado, senhores, aristocratas, capitalistas: do outro, escravos, servos, proletários!

No dia em que esta desigualdade monstruosa e ímpia apareceu no mundo, apareceu também logo a protestar contra ela, o Socialismo.

O Socialismo não é de hoje nem de ontem. Todos os grandes pensadores, desde Pitágoras, e Platão, e Cristo, e os Gracos, e os santos da primitiva igreja, e os fundadores das ordens monásticas, todos reclamaram contra a miséria e a desigualdade, em nome do direito natural e inalienável que todo o homem tem à vida, ao bem-estar, aos meios de desenvolver a sua actividade, trabalhando, à família e à instrução. A todos eles fez o espectáculo da injustiça social soltar palavras de amargura e indignação.

Este movimento socialista renasce com mais força do que nunca no século XIX. Porquê?

Porque o século XIX é o século das grandes reivindicações. Porque neste século científico e positivo o povo proletário, depois de iludido durante centenas de anos por falsas promessas de melhoramento, que nunca se realizavam, da parte dos reis, dos sacerdotes e dos poderosos, convenceu-se finalmente que não era dessas classes interessadas na sua miséria que devia esperar o livramento, mas só de si, do seu esforço, da sua virtude e da sua união! O povo teve consciência do seu direito ultrajado, do seu trabalho menosprezado, sentiu uma voz íntima dizer-lhe que também os filhos do povo eram homens, e como tais deviam levantar as cabeças, e conquistar para si na sociedade o lugar que compete a homens livres e dignos!

Meditou então, e perguntou: por que sofre o povo? porque é que aqueles de cujas mãos sai todo o trabalho, toda a produção, toda a riqueza, todas as condições primárias do progresso e da ilustração, vivem na miséria, na ignorância, na abjecção? Porque é que a ociosidade que nada produz, tem a melhor parte do sol e da luz das sociedades, enquanto que a actividade, que tudo fecunda, vegeta numa obscuridade húmida e doentia? Qual é a causa desta ímpia desigualdade?

E a voz da Justiça, de acordo com a voz da Ciência, respondeu: porque a sociedade está constituída sobre uma base injusta, que em vez de servir para o melhoramento das condições de todos, serve só para o engrandecimento de alguns poucos, à custa do maior número. O princípio falso do egoísmo preside por toda a parte às relações sociais dos homens, em vez do santo princípio da fraternidade; e o mundo, em vez de nos apresentar o espectáculo consolador duma só família humana, uma família de irmãos, apresenta-nos o quadro cruel dum vasto e confuso campo de batalha, onde cada homem é um combatente que só procura engrandecer-se com os despojos daqueles que devia considerar como seus irmãos!

Há, efectivamente, um grande combate travado; há dois exércitos e duas bandeiras inimigas: dum lado o Trabalho, do outro o Capital: dum lado aqueles que, trabalhando, produzem: do outro lado aqueles que, sem esforço, e só porque monopolisaram os instrumentos do trabalho, terras, fábricas, dinheiro, vivem da pesada contribuição que impõem a quem, para produzir e viver, precisa daqueles instrumentos, daquele capital.

O Capitalista diz ao Trabalhador: se queres produzir, se queres viver, se queres existir, aceita submisso as minhas condições, recebe a minha lei, sê o meu criado e o meu servo: eu apreciarei o teu trabalho, darei por ele o que entender e quiser, serei o teu director, o teu amo, o teu tirano, e só assim terás tu direito a existir! Se essas condições te parecerem duras, cruéis, inadmissíveis, deixo-te nesse caso a liberdade de morrer de fome, a liberdade da inanição!

É isto justo? É isto humano? Não, mil vezes não: e todavia é esta a cruel realidade! A concorrência e o salário põem o trabalho à mercê do capital: e este, sentindo-se forte, extrai do trabalhador tudo quanto ele produz, deixando-lhe apenas o suficiente para não morrer, isto é, para poder continuar a trabalhar!

Leia o texto completo aqui

sábado, 24 de abril de 2010

O 25 de Abril e a luta contra guerra




A luta dos trabalhadores e dos militares portugueses, assim como dos povos colonizados, conduziu ao derrube do regime fascista em Portugal, no 25 de Abril de 1974. Foram então conquistadas importantes liberdades democráticas e criadas condições para o fim da guerra colonial, que a ditadura levava a cabo em África.
Passados 36 anos sobre essa data, Portugal está hoje novamente envolvido em mais uma odiosa guerra colonial, desta vez no Afeganistão, ao serviço da NATO e dos EUA.
A PAGAN (Plataforma anti - Guerra anti – NATO) considera que a próxima cimeira da NATO, que se vai realizar em Portugal, em Novembro, deverá representar um momento alto do nosso protesto contra o agressivo bloco militar imperialista e a criminosa guerra do Afeganistão.



PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO
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paganorte@gmail.com

terça-feira, 13 de abril de 2010

PORTO DE PONTA DELGADA (AÇORES): COMO SE ALCANÇA A PAZ SOCIAL?




Não vamos escrever aqui sobre o sindicalismo colaboracionista com os patrões e os governos, nem nos sindicalistas correia de transmissão desta ou daquela corrente da esquerda que suporta o sistema capitalista. Também ficará para outra altura a denúncia dos sindicalistas que o são apenas para satisfazer a sua ânsia de poder, servindo-se dos trabalhadores como moeda de troca ou carne para canhão nos confrontos que são travados sobretudo fora dos períodos eleitorais já que nestes os sindicatos ficam às moscas pois os seus ocupantes andam a colar cartazes ou a agitar bandeiras com as suas cores partidárias.
Neste texto também não vamos gastar tinta com os gestores da OPERPDL- Sociedade de Operações Portuárias de Ponta Delgada, Lda. pois estes estão a cumprir o seu papel de servos do capital. Então, vamos ao que interessa!
Como foi noticiado pela comunicação social de São Miguel, o STPGO-Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Grupo Oriental recebia (ainda recebe?) cinco mil euros mensais da empresa mencionada para evitar qualquer conflito laboral no Porto de Ponta Delgada. Mas a trafulhice não ficava por aí, de acordo com o jornal “Correio dos Açores”, de 24 de Março de 2010, a OPERPDL “colocou a trabalhar na empresa um genro e um filho do Presidente do Sindicato”.
Mas tão ou mais grave do que o atrás relatado é que nos Açores não se ouviu uma única voz a condenar o sindicalismo de resultados do STPGO.