sábado, 26 de dezembro de 2009

O negócio do Natal

domingo, 8 de novembro de 2009

[Dinamarca] Contra a cúpula COP15 em Copenhague em Dezembro de 2009

Convocatória Internacional de Ação Climática

A catástrofe é real e a mudança climática é um dos seus vários sintomas. O
slogan inevitável da COP 15, "evitar a crise climática global", é um
embuste elaborado para ocultar o verdadeiro propósito da COP 15, ou seja,
restaurar a legitimidade do capitalismo global, através da instituição do
capitalismo “verde".

Será empregada uma nova retórica "para evitar a mudança climática" para
justificar a repressão, suas fronteiras fortificadas, suas guerras
coloniais pelos recursos naturais. Vestir o Imperador com novas roupas.

Nossa resposta a esta mentira é um NÃO firme e absoluto.

Torna-se necessário alterar muito mais que os nossos hábitos em tempo de
ócio para sustentar o mundo nos próximos dias. Seria muita tolice
depositar as nossas esperanças justamente sobre aqueles que continuam a
destruir o planeta por dinheiro.

Em Copenhague, eles vão mostrar a maneira correta de criar um mercado que
transforme a biosfera em mercadoria, e assim em poluição, despejando
milhões de pessoas de suas terras para extrair os lucros da destruição do
que resta do nosso planeta. Nem os governos nem as corporações
sacrificarão seu crescimento para reduzir as emissões de carbono, e só vão
fazer isso para criar um novo regime autoritário para si próprios.

A retórica sobre a “crise climática" e da "crise financeira" é uma manobra
cínica dos administradores do Estado para negar a crise geral da chamada
civilização. A COP 15 será apenas uma tentativa para esconder a guerra que
o capitalismo está avalizando contra todas as formas de vida no planeta.

Uma guerra que abarca a totalidade, incluindo os oceanos e a atmosfera.

No meio da guerra, não há tempo para falar de gestão ou de "soluções
técnicas". Não se pode lutar em uma guerra alegando de que essa guerra não
existe, cegos pela repressão e transformados em cúmplices ao aceitar a
falsa promessa de tranqüilidade pequeno burguesa. No entanto, reconhecemos
o inimigo. Fixamos uma posição. Lutar!

Só livrando-nos daqueles que dizem nos representar e derrotando a
ideologia do crescimento econômico infinito, da produção industrial e de
consumo, podemos assumir o controle de nossas vidas e do planeta.

É hora de declarar: atacaremos minuciosamente as estruturas que apóiam a
COP 15. Irromperemos nas fileiras da sua polícia, recusaremos negociar com
os governos beligerantes e os meios de comunicação que lhes são
funcionais; nos negaremos a acompanhar as ONGs vendidas e todos os líderes
do protesto, rechaçaremos todos os governos e todas formas de decisões
governamentais, não só para deslegitimar aos atuais governos.

É a hora de dizer por que pensamos que a insurgência é necessária para
começar realmente a mudar as coisas para as quais estamos tão
desesperados. Através de um esforço conjunto em oposição contra os
detentores do poder, podemos obter uma primeira visão global, tanto acerca
da riqueza quanto das oportunidades possíveis, quanto idéias, experiências
e conceitos compartilhados por pessoas de todas as partes do mundo.

Às Brigadas Internacionais!

À Guerra Social, não caos climático!

Mais infos: http://nevertrustacop.org/

agência de notícias anarquistas-ana

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Há 100 anos que o pedagogo libertário, Ferrer i Guàrdia, foi assassinado pelo Estado Espanhol




Ferrer i Guàrdia é o mais célebre pedagogo espanhol. Nasceu em Alalla em 1859 e morreu em Barcelona em 1909. Foi o fundador da Escola Moderna e da pedagogia anarquista. Acusado de fomentar a revolta popular denominada Semana Trágica, Ferrer foi julgado num tribunal militar e condenado à morte por fuzilamento.
A sua obra mais conhecida é La Escuela Moderna.
Ferrer definiu assim a pedagogia libertária da escola moderna: "a escola moderna não tem outra fé que não seja uma confiança no futuro fundada em sólidos conhecimentos".
A pedagogia de Ferrer i Guàrdia caracterizou-se também por incorporar uma forte vertente de defensa do ambiente.
Texto extraído de: http://www.profblog.org/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eleições Legislativas de 2009


MOÇÃO DO COLECTIVO LUTA SOCIAL:
ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLÍTICA DECORRENTE DO ACTO ELEITORAL DE 27 DE SETEMBRO DE 2009

Nenhuma mudança substancial no cenário político!
A única transformação real será imposta pelos que - a cada crise - ficam sempre «amolados». Mas isso irá implicar mudança de fundo; não parece possível dentro deste sistema representativo, exclusivamente partidocrático.
A abstenção superou a votação no PS. O crescimento do voto de protesto («anti-sistema», em grande parte), em partidos sem possibilidade de expressão de deputados, ou voto em branco ou nulo, embora ocultado por politólogos de serviço, indicia a real frustração de uma parte importante da população.
A solução para as lutas sociais em Portugal não reside na instância político-partidária, pois ela é parte do problema, desde há muito tempo.
A incapacidade da «esquerda sociológica» se traduzir em força social transformadora tem de ser analisada com maturidade, sem auto-complacência. Só é possível isso com diálogo entre pessoas que tenham propósitos e projecto de sociedade comuns ou convergentes.

Dessectarizar, propiciar as vias de um diálogo intra-esquerda, sem exclusões ou anátemas, no caminho da emancipação dos trabalhadores, neste país.

Colectivo Anti-Autoritário e Anti-Capitalista
de Luta de Classes, baseado em Portugal
www.luta-social.org

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nas próximas Legislativas não votes



aqui uma análise sobre as últimas eleições regionais nos Açores.

sábado, 5 de setembro de 2009

A propósito das próximas eleições e da proposta de voto obrigatório de Carlos César


Voto obrigatório e a ditadura da maioria
Autor: Edson Passetti
publicado em: Revista Letralivre, Rio de Janeiro: Achiamé Editor, 2002, 4 p.
________________________________________
Getúlio Vargas — o déspota que se disse pai dos pobres, se transvestiu de democrata e se matou pretendendo ser herói —, permanece o principal fantasma a habitar a política brasileira. Mas com o fim da ditadura militar ele ganhou uma nova companhia, a do voto obrigatório.
De disfarce à tirania o voto obrigatório passou a ser sinônimo de garantias democráticas e por isso defendido pela maioria dos parlamentares. Mas o voto obrigatório é mais do que parte do ritual eleitoral. Ele é uma forma de aprisionar a liberdade do sujeito dirigido cada vez mais pelo espetáculo midiático que a televisão proporciona diariamente em nossas casas através de uma lei que obriga a transmissão de programas eleitorais. É outra medida obrigatória do nosso regime democrático em nome da educação política mas que funciona apenas para as TVs abertas poupando os assinantes de TV a cabo. Ela é destinada ao cidadão mediano, com escassos recursos materiais e prisioneiro preferencial das telerrealidades criadas diariamente para entretê-lo.
A democracia, não só no Brasil, transformou-se em ritual eleitoral eletrônico que funciona associando educação política a eleição. Quando muito instrui as pessoas a formarem grupos que aceitem a participação dentro do esquema das reivindicações seletivas organizadas pelos governos.
Hoje em dia elas são orientadas pelo princípio das sondagens eletrônicas que pretendem garantir a continuidade dos partidos ou das alianças políticas. As pessoas permanecem educadas para acreditar nos governos e a democracia se transformou num regime midiático, de respostas imediatas, que prioriza as pressões que possam ser transformadas em apoio político.
Com a midiatização da política, daqui para frente, seja com a continuidade do voto obrigatório ou com o regresso do voto facultativo, os governantes esperam irrisórias alterações significativas, mantendo sua eficiente educação que faz jovens e adultos acreditarem que votam livremente, mesmo quando coagidos.
Hoje em dia não se admite a sublevação contra a opinião pública. Isto seria considerado um crime!
Estamos no tempo da ditadura da opinião pública organizada pelas mídias. Um tempo em que os tiranos se apresentam como democratas juramentados como sempre em nome do povo, dos miseráveis, dos pobres, dos carentes, oprimidos ou excluídos. Não há mais o perigo da ditadura da opinião pública, da ditadura da maioria; hoje ela é governo. E você aí, por quê vai votar?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tourada, nem arte nem cultura



"Como homem e como professor não posso deixar de lhes enviar a minha mais completa e entusiástica adesão ao protesto levantado pela Sociedade Protectora dos Animais contra um espectáculo indigno do nosso tempo, da nossa mentalidade, da nossa civilização".

Aurélio Quintanilha, Professor da Universidade de Coimbra, natural da Terceira (meados do século passado)