terça-feira, 13 de outubro de 2009

Há 100 anos que o pedagogo libertário, Ferrer i Guàrdia, foi assassinado pelo Estado Espanhol




Ferrer i Guàrdia é o mais célebre pedagogo espanhol. Nasceu em Alalla em 1859 e morreu em Barcelona em 1909. Foi o fundador da Escola Moderna e da pedagogia anarquista. Acusado de fomentar a revolta popular denominada Semana Trágica, Ferrer foi julgado num tribunal militar e condenado à morte por fuzilamento.
A sua obra mais conhecida é La Escuela Moderna.
Ferrer definiu assim a pedagogia libertária da escola moderna: "a escola moderna não tem outra fé que não seja uma confiança no futuro fundada em sólidos conhecimentos".
A pedagogia de Ferrer i Guàrdia caracterizou-se também por incorporar uma forte vertente de defensa do ambiente.
Texto extraído de: http://www.profblog.org/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eleições Legislativas de 2009


MOÇÃO DO COLECTIVO LUTA SOCIAL:
ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLÍTICA DECORRENTE DO ACTO ELEITORAL DE 27 DE SETEMBRO DE 2009

Nenhuma mudança substancial no cenário político!
A única transformação real será imposta pelos que - a cada crise - ficam sempre «amolados». Mas isso irá implicar mudança de fundo; não parece possível dentro deste sistema representativo, exclusivamente partidocrático.
A abstenção superou a votação no PS. O crescimento do voto de protesto («anti-sistema», em grande parte), em partidos sem possibilidade de expressão de deputados, ou voto em branco ou nulo, embora ocultado por politólogos de serviço, indicia a real frustração de uma parte importante da população.
A solução para as lutas sociais em Portugal não reside na instância político-partidária, pois ela é parte do problema, desde há muito tempo.
A incapacidade da «esquerda sociológica» se traduzir em força social transformadora tem de ser analisada com maturidade, sem auto-complacência. Só é possível isso com diálogo entre pessoas que tenham propósitos e projecto de sociedade comuns ou convergentes.

Dessectarizar, propiciar as vias de um diálogo intra-esquerda, sem exclusões ou anátemas, no caminho da emancipação dos trabalhadores, neste país.

Colectivo Anti-Autoritário e Anti-Capitalista
de Luta de Classes, baseado em Portugal
www.luta-social.org

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nas próximas Legislativas não votes



aqui uma análise sobre as últimas eleições regionais nos Açores.

sábado, 5 de setembro de 2009

A propósito das próximas eleições e da proposta de voto obrigatório de Carlos César


Voto obrigatório e a ditadura da maioria
Autor: Edson Passetti
publicado em: Revista Letralivre, Rio de Janeiro: Achiamé Editor, 2002, 4 p.
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Getúlio Vargas — o déspota que se disse pai dos pobres, se transvestiu de democrata e se matou pretendendo ser herói —, permanece o principal fantasma a habitar a política brasileira. Mas com o fim da ditadura militar ele ganhou uma nova companhia, a do voto obrigatório.
De disfarce à tirania o voto obrigatório passou a ser sinônimo de garantias democráticas e por isso defendido pela maioria dos parlamentares. Mas o voto obrigatório é mais do que parte do ritual eleitoral. Ele é uma forma de aprisionar a liberdade do sujeito dirigido cada vez mais pelo espetáculo midiático que a televisão proporciona diariamente em nossas casas através de uma lei que obriga a transmissão de programas eleitorais. É outra medida obrigatória do nosso regime democrático em nome da educação política mas que funciona apenas para as TVs abertas poupando os assinantes de TV a cabo. Ela é destinada ao cidadão mediano, com escassos recursos materiais e prisioneiro preferencial das telerrealidades criadas diariamente para entretê-lo.
A democracia, não só no Brasil, transformou-se em ritual eleitoral eletrônico que funciona associando educação política a eleição. Quando muito instrui as pessoas a formarem grupos que aceitem a participação dentro do esquema das reivindicações seletivas organizadas pelos governos.
Hoje em dia elas são orientadas pelo princípio das sondagens eletrônicas que pretendem garantir a continuidade dos partidos ou das alianças políticas. As pessoas permanecem educadas para acreditar nos governos e a democracia se transformou num regime midiático, de respostas imediatas, que prioriza as pressões que possam ser transformadas em apoio político.
Com a midiatização da política, daqui para frente, seja com a continuidade do voto obrigatório ou com o regresso do voto facultativo, os governantes esperam irrisórias alterações significativas, mantendo sua eficiente educação que faz jovens e adultos acreditarem que votam livremente, mesmo quando coagidos.
Hoje em dia não se admite a sublevação contra a opinião pública. Isto seria considerado um crime!
Estamos no tempo da ditadura da opinião pública organizada pelas mídias. Um tempo em que os tiranos se apresentam como democratas juramentados como sempre em nome do povo, dos miseráveis, dos pobres, dos carentes, oprimidos ou excluídos. Não há mais o perigo da ditadura da opinião pública, da ditadura da maioria; hoje ela é governo. E você aí, por quê vai votar?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tourada, nem arte nem cultura



"Como homem e como professor não posso deixar de lhes enviar a minha mais completa e entusiástica adesão ao protesto levantado pela Sociedade Protectora dos Animais contra um espectáculo indigno do nosso tempo, da nossa mentalidade, da nossa civilização".

Aurélio Quintanilha, Professor da Universidade de Coimbra, natural da Terceira (meados do século passado)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Minha Pátria é o Mundo Inteiro


Editado pela Livraria Letra Livre,o livro Minha Pátria é o Mundo Inteiro, de Alexandre Samis, retrata com profundidade e seriedade a biografia de Neno Vasco, importante anarquista luso-brasileiro que teve relevante participação no movimento sindical de sua época.

O livro é de leitura obrigatória para todos os que se interessam pela história do movimento anarquista em Portugal. Para nós, açorianos, há um motivo mais, já que ao longo da leitura podemos acompanhar um pouco da vida de alguns conterrâneos, nomeadamente a de "Santo" Antero.

domingo, 12 de julho de 2009

São Miguel ilha sem touradas!



A crise que afecta a indústria tauromáquica nos Açores faz com que os empresários terceirenses do ramo apostem em abrir novos mercados, tentando garantir um negócio que só sobrevive graças à exploração do trabalho barato, à ignorância do povo e aos maus tratos aos animais. Para conseguirem os seus objectivos têm contado com o apoio e o incentivo do Director Regional do Desenvolvimento Agrário e dos autarcas socialistas de São Miguel, nomeadamente Ricardo Silva, João Ponte e André Vibeiros.

Se é defensor dos direitos dos animais e se é contra o uso indevido de animais nos divertimentos populares como as touradas, zele pelo que o seu município seja livre de touradas.

Não compactue com este espectáculo que não tem qualquer tradição na ilha de São Miguel.

Para tal, se pretende que o seu município seja livre destas actividades que não têm qualquer tradição local, envie a mensagem sugerida abaixo (ou uma mensagem sua, se preferir) com destino à/ao Presidente da Câmara Municipal da sua área de residência, utilizando os contactos abaixo referidos:

Sua Excelência Presidente da Câmara Municipal:

Peço a V. Ex.ª que tome uma posição exemplar e pioneira de condenação e rejeição oficiais das touradas e da crueldade animal que estes espectáculos implicam, colocando o nosso Município na linha da frente dos Municípios mundiais que têm como princípio institucional promover o respeito pelos animais e não admitir actos de violência contra estes.

Poderia ser assim, o nosso Município o primeiro dos Açores a ser declarado Anti-Touradas, estabelecendo um exemplo que será certamente louvado e apreciado pelos seus habitantes, pela população de outros concelhos da Região, e, certamente, pela maioria da população portuguesa.

Os Açores necessitam, urgentemente, de dar passos positivos e sólidos na protecção dos animais e peço a V. Ex.ª que faça com que seja o nosso Município a dar o primeiro passo, que definirá uma nova era mais ética para com os animais nos Açores e em Portugal, através da declaração oficial de "Município Livre de Touradas", tendo como base a oficialização municipal de um compromisso público e permanente de não-autorização de touradas.
Esta medida promoveria o nosso Município internacionalmente como uma cidade institucionalmente comprometida com a protecção dos animais, o que certamente lhe traria grandes benefícios promocionais e económicos, uma vez que só que a identificação deste com turismo de natureza deve passar também pela defesa do direito dos animais.
Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Ex.ª e ficando na expectativa de uma resposta,

Com os meus respeitosos cumprimentos,

Nome:
Número de BI:

Morada:

E-mail:


Contactos

Câmara Municipal de Ponta Delgada bertacabral@mpdelgada.pt
Câmara Municipal da Lagoa gabpres-cml@mail.telepac.pt
Câmara Municipal da Ribeira Grande ricardosilva@cm-ribeiragrande.pt

Câmara Municipal de Vila Franca do Campo pres@cmvfc.pt
Câmara Municipal da Povoação presidente@cm-povoacao.pt
Câmara Municipal do Nordeste presidente@cmnordeste.pt